Porque não me comes ó homem,
Tua vara é meu gozo mais sutil
É afugento das almas mais vis
Porque não te serves de mim,
Do meu corpo.
Eu sou mulher e tu é homem
Vem, mata a tua fome.
Me devora como a um
prato de comida.
Eu estou aqui e por ele fui esquecida
A solidão entorpeceu-me o peito
Mas meus seios permanecem intactos
Vem neles mamar, como mamaram meus filhos
Não te negues, ó homem
Sou tua prenda ,tua oferenda
Os anos modificaram minhas formas
Mas não o meu calor...
Queimo como no inferno
Sou tentação e tu renegas o pecado
Teu hábito, Tua batina, tanto me fascinam
Vem, largue as crenças de lado e venha comigo gozar
Quero consumar contigo o amor
Quero te ensinar o lado bom da vida
E quando me comeres
Saberás o doce sabor do pecado
Gozará comigo a sensação de ser comida
Carregarás o peso pro resto da vida
De ter sido leviano
Mas não te negues
A leveza da vida
É o erro,
É naufragar nos seios
De quem vos oferece
É o gozo quente
Desta dama louca
Que insistente
Lhe esfrega a vagina
Na boca
Jair Fraga V. Neto
Numa tentativa de eu feminino

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